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"Cuando el genio halla la música, incluso el tiempo se para a escucharla"

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Ovelha negra
Chamaram-me ovelha negra
Por não aceitar a regra
De ser coisa em vez de ser
Rasguei o manto de mito
E pedi mais infinito
Na urgência de viver

Caminhei vales e rios
Passei fomes passei frios
Bebi água dos meus olhos
Comi raízes de dor
Doeu-me o corpo de amor
Em leitos feitos escolhos

Cansei as mãos e os braços
Em negativos abraços
De que a alma esteve ausente
Do sangue das minhas veias
Ofreci taças bem cheias
Á sede de toda a gente

Arranquei com os meus dedos
Migalhas de grão, segredos
Da terra escassa de pão
Mas foi por mim que viveu
A alma que Deus me deu
Num corpo feito razão.

Carlos da Maia / João Dias