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Cigano esgui e trigueiro
Não sei porque me fascinas
Se bater do teu pandeiro
se as tuas mãos peregrinas
Que me dara ser cigana
viver da vida os escolhos
dentro duma caravana
e na prisão dos teus olhos
Passar a dome que tens passado
cantar e viver sempre a teu lado
Mentir nas feiras, roubá-lo
ser como tu ardilosa
pedir por um velho cavalo
uma conta fabulosa
Entender os dialectos
das sensuais malaguenhas
Beijar-te os cabelos pretos
quando a dançar te desgrenhas.
Cantar ao som das velhas violas
dançar no bater das castanholas
Ensina-me a tua fé
ensina-me tudo isto
que a tua raça calé
também possui fé em Cristo
Oh meu cigano adorado
Em troca ensino-te o fado.
Armando Artur da Silva Machado / João Linhares Barbosa
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