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Foram montanhas, forma mares
foram os números que não sei
por muitas coisas singulares
não te encontrei, não te encontrei
E te esperava, te chamava
em teus caminhos me perdi
fui nuvem negra, maré brava
e era por ti, e era por ti
As mãos que trago
as mãos são estas
elas sózinhas te dirão
se vêm de mortes ou de festas
meu coração, meu coração
Tal como sou, não te convido
a ires para onde eu for
tudo o que eu tenho
é haver sofrido
pelo meu sonho alto e perdido
e o encantamento arrepentido
do meu amor, do meu amor.
Alain Oulma / Cecilia Meirelles
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