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O meu fado
é um mastro
uma torre
uma cruz de fogo
que sempre me dói.
Que tempo nos dão
se a pátria-canção
é barco à deriva sem mar, sem herói?
Tanto bate
na pedra mais dura
a água mais pura
do meu coração,
que o tempo me diz
ao ser aprendiz:
o amor, afinal, nunca será em vão.
Oh meu Deusque fizeram os homens,
secaram teu Rio-Mãe,
profanam teu ser.
Silêncio nos céus!
Deus emudeceu
e o Seu novo canto fará renascer!
(Moses, 1996)
E. Morricone / D. Pontes
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